Doenças autoimunes: a influência da nutrição

Doenças autoimunes: a influência da nutrição

Doenças autoimunes: a influência da nutrição

Nos últimos anos, deu-se um aumento da prevalência de doenças autoimunes, nomeadamente, nos países ocidentais e afetando aproximadamente 5% da população, em especial, as mulheres. Essas doenças correspondem a um conjunto de manifestações ligadas a alterações do sistema imunitári, em que ocorre a falência do mecanismo de distinção entre antígenos externos e autoantígenos. O desenvolvimento da autoimunidade é suficientemente significativo para resultar em lesões teciduais. Entre, elas podemos destacar: psoríase, artrite reumatoide, lúpus eritematoso e doença de Crohn.

A patogênese e os fatores etiológicos que alteram a tolerância imunológica ainda permanecem incertos. Apesar do papel evidente da genética, a ampla associação do genoma aos fatores ambientais evidencia o desencadeamento dessas disfunções com maior intensidade. Aspectos como infeções, xenobióticos e a dieta ocidental, característicos de uma civilização em rápida mudança e evolução, têm sido implicados nesse contexto.

A nutrição tem adquirido, cada vez mais, um papel relevante, tanto no desenvolvimento como na alteração do percurso dessas doenças. O estado nutricional é um importante fator para o equilíbrio do sistema imunitário. Uma alimentação adequada pode ser um fator essencial para melhorar o prognóstico, além de auxiliar na prevenção de infeções e na regressão de comorbidades associadas.

Por conta disso, algumas linhas de evidência demonstram que o uso de fatores dietéticos específicos para melhorar o decurso da doença, como a vitamina D, probióticos e flavonoides, é uma maneira eficaz de reduzir o impacto da iatrogenia. As reações alimentares, mediadas por imunoglobulinas, poderão estar presentes em muitas doenças caracterizadas por processos inflamatórios crônicos.

O glúten, presente nos cereais como trigo, centeio, malte, cevada e aveia, com fração proteica chamada de gliadina, é responsável pelas manifestações de sensibilidade, causando diversos efeitos adversos, como desgastes às vilosidades do intestino delgado e diminuição na capacidade de absorção dos nutrientes. A gliadina é considera um alérgeno alimentar que gera reações imunomediadas, desse modo,  levando a processos inflamatórios e desencadeamento de doenças autoimunes.

Assim, o hábito alimentar passa a ser um ponto fundamental para a eficácia do tratamento de portadores de doenças autoimunes, dependendo do tipo de doença e das particularidades de seus sintomas.

 

REFERÊNCIAS

CURTIS, B.J., ZAHS, A. Zahs. Kovacs, Epigenetic targets for reversing immune defects caused by alcohol exposure. Alcohol Res, v. 35, n. 1, p. 97-113, 2013. SAPONE, A. J. C. et al. Spectrum of gluten-related disorders: consensus on new nomenclature and classification. BMC Med, v. 10, p. 13, 2012.

SOM, G., KREMER, M. Contribution of gut bacteria to liver pathobiology. Gastroenterology research and practice, 2010. Disponível em: <https://www.hindawi.com/journals/grp/2010/453563/>. Acesso em: 16 mar. 2017.

VOJDANI, A.; KHARRAZIAN, D; MUKHERJEE, P. The prevalence of antibodies against wheat and milk proteins in blood donors and their contribution to neuroimmune reactivities. Nutrients, v. 6, n. 1, p. 15-36, 2014.

WU, C. et al., Induction of pathogenic TH17 cells by inducible salt-sensing kinase SGK1. Nature, v. 496, n. 7446, p. 514-7, 2013.

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