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Imunomodulação na artrite reumatoide

Imunomodulação na artrite reumatoide

Imunomodulação na artrite reumatoide

A artrite reumatoide (AR) é uma doença autoimune, caracterizada por uma inflamação crônica das estruturas articulares e periarticulares. Manifesta-se pela existência de articulações tumefactas, dor, alteração da capacidade funcional e fadiga muscular, bem como por maior predisposição para agravos cardiovasculares e osteoporose. Devido ao seu elevado estresse oxidativo, ocorre a elevação das concentrações plasmáticas de citocinas pró-infamatórias, tais como a IL-6, IL-β e TNF-α.

Os indivíduos com AR demonstram que os sintomas são aliviados por padrões alimentares específicos, com a eliminação de determinados alimentos da dieta. Alguns estudos referem que a dieta mediterrânica propicia benefícios nesses casos por conta da rica ingestão de componentes bioativos que equilibram e minimizam o quadro inflamatório da doença.

O estresse oxidativo desempenha influência na patogênese das doenças reumatológicas autoimunes, bem como nas complicações associadas. Na AR, as espécies reativas de oxigênio e outros radicais livres estão associados a processos infamatórios de vias metabólicas diretamente na cartilagem, inibindo a síntese de colágeno e de proteoglicanos na matriz extracelular desse tecido.

A ingestão de nutrientes antioxidantes promove menor formação de radicais livres e reduz os aspectos relacionados à patogênese da doença, suprimindo a liberação das citocinas inflamatórias. Além disso, outros nutrientes imunomoduladores, também, podem influenciar na amenização desse quadro, como ômega-3, glutamina e arginina.

Evidências científicas sugerem que a deficiência de vitamina D pode desencadear uma resposta autoimune descompensada e que níveis apropriados dessa vitamina promovem efeito imunossupressor. Por isso, o benefício de sua suplementação em indivíduos com AR, com níveis reduzidos dessa vitamina e em fase ativa da doença, é uma forma eficaz de diminuir a presença de mediadores pró-infamatórios.

Por fim, a modulação da microbiota intestinal, através de probióticos, é outra maneira positiva de melhorar a condição clínica do paciente com AR.

REFERÊNCIAS

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