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Nutrição funcional nos transtornos neurocomportamentais!

Nutrição funcional nos transtornos neurocomportamentais!

Nutrição funcional nos transtornos neurocomportamentais!

Cresce a cada dia o relato dos efeitos adversos decorrentes do consumo de alimentos com glúten para a saúde em geral. Além das manifestações comuns, como os distúrbios gastrintestinais, o comprometimento no crescimento, a perda de peso e a anemia, a literatura científica tem demonstrado a existência de relação entre a sensibilidade ao glúten e as desordens neurológicas, como ataxia, neuropatia, epilepsia, autismo e transtorno do deficit de atenção com hiperatividade (TDAH).

O autismo ou síndrome do espectro autista é caracterizado pelo início precoce de atrasos e desvios do comportamento e do desenvolvimento que perduram por toda a vida. Observa-se, nesses pacientes, um aumento na permeabilidade intestinal e ativação da imunoglobulina G contra a gliadina, o que implica alteração no sistema opioide endógeno e na neurotransmissão, desse modo, intensificando o comportamento do indivíduo com esse transtorno.

Sabe-se que alterações no funcionamento digestório associadas à deficiência enzimática de proteases conduzem à elevada concentração de peptídeos opioides circulantes. Por terem ação semelhante ao peptídeo endógeno β-endorfina, atuam sobre o sistema nervoso central, induzindo agravamento da síndrome. O glúten e seus peptídeos derivados podem estimular a produção de linfócitos T-helper, citocinas inflamatórias e desencadear respostas inflamatórias, reações autoimunes e rompimento da comunicação neuroimune.

Por conta disso, um estudo avaliou a eficácia de uma dieta isenta de caseína e glúten em pacientes autistas. Os participantes foram divididos em dois grupos:  em um grupo, 10 autistas receberam uma dieta isenta de glúten e caseína, e o outro participou como controle pelo período de um ano. Os resultados indicaram melhora significativa dos sintomas dos autistas do grupo que seguiram a dieta isenta de caseína e glúten em comparação com o grupo controle.

Diante disso, o mecanismo de atuação do glúten sobre a exacerbação dos sintomas comportamentais característicos do autismo e do TDAH promove a tentativa de estratégias intervencionais no planejamento dietético, que objetivam a melhora da qualidade de vida tanto dos pacientes quanto do universo familiar e social que os cercam.

 

Referências

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