Relação, hipotireoidismo e supercrescimento bacteriano no intestino delgado (SIBO)

Relação, hipotireoidismo e supercrescimento bacteriano no intestino delgado (SIBO)

Relação, hipotireoidismo e supercrescimento bacteriano no intestino delgado (SIBO)

O que dizem as novas evidências sobre essa relação?

Considerada uma condição endócrina, o hipotireoidismo é caracterizado pela produção inadequada de hormônio tireoidiano ou ação subótima do hormônio tireoidiano nos tecidos-alvo, podendo ser primário ou resultar de causas secundárias. A obstipação é um sintoma típico gastrointestinal do hipotireoidismo, que também afeta vários sistemas como o cardiovascular e epidérmico, manifestações neurológicas, perturbações menstruais em mulheres, etc.
O hipotireoidismo reduz, proeminentemente, a motilidade gastroesofágica e, portanto, recomenda-se avaliar as funções da tireoide em pacientes admitidos com queixas de dispepsia. Um estudo avaliou 30 pacientes do sexo feminino com hipotireoidismo primário, sendo 10 mulheres saudáveis ​​como grupo controle. Distúrbios de motilidade, na forma de tempo de trânsito esofágico significativamente maior e tempo de esvaziamento gástrico, foram observados em pacientes com hipotireoidismo comparado ao grupo controle. Também foi visto que o hipotireoidismo diminui a atividade motora esofágica e gástrica.
Em indivíduos saudáveis, a motilidade gastrointestinal normal impede o crescimento exagerado de microrganismos bacterianos.  O supercrescimento bacteriano no intestino delgado (SIBO) está associado ao aumento do nível de microrganismos acima de 106 unidades formadoras de colônias/ml no aspirado intestinal. Isso pode estar associado com bactérias do tipo colônico no intestino delgado. A SIBO ocorre quando os mecanismos que controlam o crescimento bacteriano entérico são perturbados, sendo um dos mecanismos comuns a dismotilidade do intestino delgado, outros fatores de risco incluem falha da barreira ácido-gástrica, alterações anatômicas ou imunidade prejudicada.

Evidências têm demonstrado que a SIBO pode estar presente em mais da metade dos pacientes com hipotireoidismo. Um estudo avaliou 90 indivíduos, 50 com hipotireoidismo e 40 que faziam parte do grupo controle. Foi descoberto que significativamente números mais altos de pacientes (54%) com hipotireoidismo têm SIBO, conforme demonstrado com teste respiratório com glicose positivo em comparação ao grupo controle.
Uma pesquisa estudou o uso de probiótico Bacillus clausii, no qual demonstrou resultados promissores em SIBO. Um estudo mostrou que o tratamento com rifaximina, medicamento juntamente com probiótico (Lactobacillus casei), melhorou os sintomas de SIBO de forma mais eficaz do que o antibiótico, seguido por prebiótico (fruto-oligossacarídeo de cadeia curta).
Na literatura, não são achados muitos estudos sobre a prevalência de SIBO no hipotireoidismo, porém existe a relação de hipotireoidismo e supercrescimento bacteriano pequeno. A SIBO pode ser responsável por sintomas gastrointestinais crônicos nesses pacientes, sendo prudente realizar uma investigação clínica eficiente em pacientes com hipotireoidismo que apresentam sintomas gastrointestinais crônicos.

Referências

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GHOSHAL, U. C. et al. Supercrescimento Bacteriano Intestinal Pequeno e Síndrome do Intestino Irritável: Uma Ponte entre a Dicotomia Orgânica Funcional. Intestino e Fígado, v. 11, n. 2, p. 196-208, 2017.

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