Sala Nutri Talks do GF2019 Reúne Profissionais Renomados da Nutrição e da Medicina em São Paulo - 10º Gluten Free Brasil

Sala Nutri Talks do GF2019 Reúne Profissionais Renomados da Nutrição e da Medicina em São Paulo

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Sala Nutri Talks do GF2019 Reúne Profissionais Renomados da Nutrição e da Medicina em São Paulo

No sábado, dia 13 de julho, a Sala Nutri Talks, realizada na décima edição do Gluten Free Brasil, reuniu médicos e nutricionistas que são referências nacionais e internacionais, em suas áreas de atuação. Para falar de assuntos variados.

A nutróloga e endocrinologista, Dra. Vânia Assaly, e a nutricionista Dra. Karina Al Assal fizeram a coordenação científica do evento. Entre os palestrantes, nomes importantes do cenário nacional e internacional.

O Dr. Gabriel de Carvalho falou sobre o tema: “Nutrição Diagnóstica: Como avaliar exames laboratoriais associados a doenças autoimunes?”.

As doenças reumatológicas autoimunes fazem parte do grupo de patologias com complexo diagnóstico devido ao pleomorfismo clínico entre elas. Diante nisso, torna-se fundamental a necessidade de exames complementares para auxiliar na diferenciação de fenômenos relevantes para cada tipo de doença. Cabe ressaltar que qualquer desordem autoimune é diagnosticada por médico reumatologista, contudo o nutricionista deve ter uma base adequada de interpretação correta dos exames relacionados a esse diagnóstico. Entre os exames laboratoriais importantes para detectar uma doença de autoimunidade está a pesquisa de autoanticorpos (AA). Normalmente, esse teste é realizado por método de imunofluorescência indireta (IFI) e ensaios imunoenzimáticos (ELISA). A IFI é um método sensível, trabalhoso e demanda uma equipe bem treinada para sua realização.

A Dra. Ana Pimenta, que veio de Portugal, abordou o tema: “O pós-diagnóstico da DC e a importância do acompanhamento regular do nutricionista”.

A dietoterapia do paciente com essa condição deve ser exclusivamente isenta de glúten. A não adoção da dieta restritiva ocasiona disfunções severas no organismo, incluindo deficiências nutricionais decorrentes da má absorção de micronutrientes, com destaque ao ferro, ao cálcio e à vitamina B12, além de outras alterações impactantes à homeostase corporal, que incluem processos inflamatórios e aumento do estresse oxidativo. A inflamação intestinal e os sintomas da doença celíaca respondem positivamente à retirada do glúten da alimentação. Em alguns casos raros, o reaparecimento dos sintomas após certo período pode acontecer em pacientes que não adotam 100% as intervenções dietéticas e sofrem progressivamente com a contaminação cruzada.

Dra. Marise Berg compartilhou a sua prática clínica e as evidências mais recentes sobre os benefícios da Nutrição Ayurvédica para a integração do corpo e da mente com o tema: “Nutrição ayurvedica: visão integrativa corpo e mente”

A Dra. Danielle Fontes palestrou sobre: “Mindful eating na prática clínica: do prazer ao controle da compulsão.”

O mindful eating é uma técnica que envolve a melhora do relacionamento com a comida e vem sendo adotada no atendimento do nutricionista que segue a linha da Nutrição Comportamental. Consiste em trazer estratégias que aumentem a atenção no momento da refeição para que o paciente perceba o sabor, o cheiro e a textura dos alimentos, bem como tenha consciência da correta mastigação e deglutição, aproveitando cada sensação que o alimento possa oferecer. A ciência compila que adotar a atenção plena na rotina do paciente pode contribuir para a manutenção do peso corporal por conta de mecanismos associados à flexibilidade comportamental. Um exemplo disso é que a redução do estresse é um aspecto importante dos programas que envolvem o mindfullness, agindo em mudanças expressivas nas pessoas que apresentam compulsão alimentar relacionada às situações estressantes.

A palestra da Dra. Rita Castro teve como tema: “Keto Plant Based – união de duas tendências”.

Cada vez mais novos estudos têm abordado os efeitos das dietas cetogênicas para diferentes aplicabilidades na prática clínica, inclusive, como estratégia no gerenciamento de peso e controle metabólico. Sua composição inclui, basicamente, fontes de proteínas e gorduras, sobretudo, de origem animal, com propósito de obter macronutrientes que gerem saciedade e induzam a produção de energia por meio de outros substratos que não sejam glicose. Um dos desafios desse tipo de dieta é a menor ingestão de vegetais, frutas e grãos, associada ao desequilíbrio no consumo de fontes nutritivas de gorduras saudáveis, sendo mais presente as gorduras saturadas que, em longo prazo, podem estimular vias inflamatórias, estresse oxidativo e envelhecimento biológico. Diante desse cenário, um novo conceito foi criado para trazer uma intervenção mais assertiva dentro da dieta com baixo teor de carboidratos: a Keto Plant Based. É caracterizada como a união entre a alimentação cetogênica e a dieta baseada em plantas, com o intuito de resgatar os vegetais, os legumes e as verduras que normalmente são menos consumidos, conforme mencionado anteriormente. Ampliar a ingestão de vegetais é uma forma de garantir aporte adequado de fibras e de fitoquímicos para o equilíbrio corporal e intensificar a preocupação com a sustentabilidade ambiental.

A palestra do Dr. André Fukushima foi sobre: “Canabidiol e Hemp: prescrição e aplicações de um novo princípio ativo”.

Com cerca de 400 substâncias bioativas, a cannabis pode ser classificada como uma planta medicinal. Os canabinoides, grupo de componentes em maior proporção na erva, são divididos em psicoativos, cujo destaque é para o Δ9–THC (deltanovetetraidrocanabinol), e de não psicoativos, o canabidiol. Em relação aos mecanismos propostos para suas aplicações, ressalta-se que o canabidiol se tornou alvo de pesquisas, sobretudo, por atuar de forma antagônica ao Δ9–THC e contribuir para a modulação de receptores neuronais. Apesar de ter sido isolado desde o ano de 1940, o canabidiol teve sua importância destacada em estudos, na literatura, nos últimos 20 anos, ao observar sua capacidade em desempenhar diferentes papéis farmacológicos. De todas suas aplicações, as que mais merecem atenção são ações analgésicas, imunossupressoras e para tratamento de epilepsia, transtorno do espectro autismo e outras doenças neurodegenerativas.

O Dr. Daniel Gurgel tratou do tema: “Imunomodulação no paciente com câncer: Sempre necessário”.

A incidência de câncer cresce, a cada ano, em todo mundo, principalmente no Brasil. O sistema imunológico promove a ativação de defesa primária contra células cancerígenas e patógenos invasores. Nesse processo, acontece a formação de espécies reativas de oxigênio e liberação de citocinas pró-inflamatórias. O estado nutricional de pacientes com câncer fica debilitado, o que pode refletir na involução clínica. A desnutrição pode desencadear alterações negativas nas células imunitárias, através de mecanismos como redução da contagem de linfócitos, supressão da imunidade celular, atrofia de linfonodos e redução da síntese de imunoglobulinas.Tais alterações podem levar ao desencadeamento de infecções e potencializar o estresse metabólico relacionado às funções da imunidade, principalmente em pacientes oncológicos cirúrgicos. Entretanto pesquisas têm demonstrado a eficácia do uso de nutrientes com capacidade de modular o sistema imunológico.

O Dr. Italiano Alessio Fasano, veio dos Estados Unidos para ministrar sobre o tema: “Doenças autoimunes e zonulina: O cruzamento entre genética e meio ambiente”.

Descoberta em meados dos anos 2000, a zonulina é um biomarcador grandemente explorado, pela literatura, em razão de sua presença estar intimamente ligada ao desenvolvimento de inúmeras doenças, incluindo aquelas de caráter autoimune. Definida como modulador das estruturas intercelulares tight junctions, a zonulina realiza o balanço entre o desencadeamento da resposta imune e a tolerância do hospedeiro. Estudos realizados em humanos e animais utilizando um peptídeo sintético inibidor da zonulina (nomeado acetato de larazotide) apontaram que ela está intimamente relacionada à via mecanística das doenças autoimunes. Entre os fatores que podem servir de gatilho para a liberação da zonulina, está a exposição do intestino delgado ao glúten e sua contaminação por certos tipos de bactérias, por exemplo, que são apontadas, pela literatura, como os mecanismos mais relevantes para o desenvolvimento de doenças autoimunes.

 

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