Doença Celíaca Refratária: entenda o que é e os manejos de tratamento
Doença Celíaca Refratária: entenda o que é e os manejos de tratamento

Doença Celíaca Refratária: entenda o que é e os manejos de tratamento

Ciência acerca do diagnóstico, tratamento e prognóstico de pacientes com a doença

A inflamação intestinal e os sintomas da doença celíaca (DC), normalmente, respondem positivamente à retirada do glúten da alimentação. Entretanto, em alguns casos raros, essa melhora pode não acontecer ou reaparecer após certo período, o que chamamos de Doença Celíaca Refratária (DCR).
A DCR ocorre quando o intestino delgado não apresenta uma cicatrização adequada, mesmo após exclusão de alimentos contendo glúten, assim, continuando a sofrer com atrofia das vilosidades. Os pacientes com verdadeira doença celíaca refratária, que é uma condição rara, apresentam alto risco em desenvolver complicações graves, incluindo uma forma de linfoma não-Hodgkin. Na avaliação da DCR, existem dois tipos que são discriminados com base na presença ou ausência de uma população atípica de linfócitos da mucosa, o que se avalia a progressão para linfoma de células T associado à enteropatia.
Em relação à sua prevalência, a DCR pode acometer de 0,7 a 1,5% das pessoas com a condição celíaca. A maioria dos pacientes com esse diagnóstico, geralmente, apresenta mais de 50 anos.
O tipo benigno mais comum, tipo I, é responsável por 85% de todos os casos de DCR, sendo caracterizado pela presença de linfócitos intraepiteliais aparentemente normais. Já o tipo II, condição mais grave, é caracterizado como pré-maligno e pode evoluir para células T associadas a linfoma e à enteropatia. A dieta isenta de glúten é o ponto-chave do tratamento, juntamente com imunossupressão e suporte nutricional. A imunossupressão leve, geralmente, é suficiente para o tipo I, enquanto o tipo II necessita de medicamentos imunossupressores mais agressivos. Contudo, devido ao número limitado de casos relatados na ciência, o seu tratamento continua sendo um desafio para os profissionais de saúde.
Avanços recentes associados à compreensão dos mecanismos da doença, em conjunto com o desenvolvimento de terapias imunomoduladoras, são essenciais para auxiliar nas futuras abordagens que visam ao prognóstico dos pacientes. A progressão dependerá da colaboração e do recrutamento para testes, bem como do adequado diagnóstico precoce e melhor acompanhamento e tratamento da doença celíaca, a fim de prevenir o desenvolvimento da refratariedade.

REFERÊNCIAS

IQBAL, U. et al. Refractory Celiac Disease Successfully Treated With Azathioprine. Gastroenterol Res., v, 10, n. 3, p. 199-201, 2017.

WOODWARD, J. Improving outcomes of refractory celiac disease – current and emerging treatment strategies. Clin Exp Gastroenterol, v. 9, p. 225-236, 2016.

RISHI, A. et al. Refractory celiac disease. Expert Rev Gastroenterol Hepatol., v. 10, n. 4, p. 537-46, 2016.

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