O trigo atual tem 20 vezes mais glúten do que a sua versão original - 11º Gluten Free Brasil

O trigo atual tem 20 vezes mais glúten do que a sua versão original

Muita gente acredita que os produtos sem glúten são destinados apenas ao público celíaco e que essa proteína só é nociva para essas pessoas. Porém, de acordo com a Embrapa, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, atualmente existem 20 vezes mais glúten no trigo do que há 40 anos. O consumo de trigo entre os brasileiros também aumentou muito nas últimas quatro décadas e passou de 30, para mais de 60 quilos por ano. Este excesso justifica a nossa dificuldade de digeri-lo, que hoje é muito maior do que no passado.  Além disso, a maioria do trigo que se consome por aqui é refinada e este refinamento retira boa parte de suas fibras e vitaminas e faz com que ele tenha 65% de amido, que tem um índice glicêmico maior do que o açúcar. O excesso de amido na alimentação pode gerar problemas relacionados à insulina, como a diabetes e a obesidade.  

 

Entre as décadas de 60 e 70 as plantações de trigo nos Estados Unidos e no México tiveram uma grande perda. Foi feita então uma mutação genética para aumentar o rendimento da plantação por hectare e para que ela ficasse mais resistente às pragas. Criou-se uma espécie chamada de “trigo anão”, que passou a ter catorze tipos de glúten, que não existiam no original, e serviu de base para a expansão da indústria de produtos alimentícios. Na época não foram desenvolvidas pesquisas para saber se esta novidade seria bem recebida pelo organismo humano. Quando ele não reconhece as frações mal digeridas, tenta combatê-las, produzindo substâncias chamadas de pró-inflamatórias, o que desencadeia um processo inflamatório que culmina em diversos sintomas físicos, mentais ou emocionais. Estes sintomas variam muito de pessoa para pessoa, por conta das pré-disposições genéticas e do estado geral de cada organismo, e se transformam em rinite, sinusite, dermatite, cistite, enxaqueca, obstipação intestinal ou diarreia, dores musculares e articulares, fadiga crônica, ansiedade e depressão, entre muitos outras.

 A doença celíaca é a principal doença relacionada ao consumo do glúten, mas a forma predominante de interferência no nosso organismo é a alergia tardia, também conhecida como hipersensibilidade tardia. Não há números oficiais sobre a sua predominância, mas pelos seus sintomas, dá pra notar que ela acomete boa parte da população mundial e a maioria das pessoas não sabem que a possuem. A identificação desta hipersensibilidade deve ser feita por um nutricionista, pois normalmente ela é desencadeada por erros de comportamento alimentar.


Expo Glúten Free

 O mercado de alimentos saudáveis já entendeu que o público dos produtos sem glúten aumenta a cada dia. Muitas dessas marcas vão marcar presença na 7ª Expo Nutracêuticos & Funcionais, que acontecerá durante o #GF2019, entre os dias 17 e 18 de maio, em São Paulo. O evento reúne diversos nichos de produtos saudáveis e é uma oportunidade para o nutricionista conhecer as novas opções para os seus pacientes e para o varejista conferir as melhores marcas do segmento. O espaço proporciona uma integração entre esses profissionais, com o intuito de contribuir para o crescimento do mercado saudável.

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