Sala Gut Talks do GF2019 Reúne Profissionais Renomados - 11º Gluten Free Brasil
Sala Gut Talks do GF2019 Reúne Profissionais Renomados da Nutrição e da Medicina em São Paulo

Sala Gut Talks do GF2019 Reúne Profissionais Renomados da Nutrição e da Medicina em São Paulo

Durante a 10ª Edição do GF, a Sala Glúten Free foi dividida entre as Salas Gut Talks e Nutri Talks. O Congresso ofereceu conhecimento científico atualizado, aliado à prática clínica, e contou com a presença de profissionais de renome, que se destacam, dentro e fora do Brasil, em suas respectivas áreas de atuação.

A nutróloga e endocrinologista, Dra. Vânia Assaly, e a nutricionista, Dra. Karina Al Assal, fizeram a coordenação científica do evento. Entre os palestrantes, nomes importantes do cenário nacional, como:

O Dr. Murilo Pereira, abordou o tema: “TMAO e risco para doenças cardiovasculares”.

O microbioma intestinal é um marcador expressivo no desenvolvimento de doenças crônicas e autoimunes. Pesquisas recentes comprovam essa relação, sobretudo, na progressão de doenças cardiovasculares (DCV), aumentando a atenção, por parte dos profissionais de saúde, a respeito de suas condutas preventivas na prática clínica. O TMAO, produto da oxidação hepática do metabólito microbiano TMA, tem sido estudado pelo seu potencial efeito promotor do desenvolvimento de doenças ateroscleróticas e cardiometabólicas. TMA é um composto orgânico produzido pela microbiota intestinal, especificamente, a partir do metabolismo microbiano de nutrientes dietéticos que possuem a porção TMA, tal como colina, fosfatidilcolina e L-carnitina. A TMA, por sua vez, é produzida como um produto residual de enzimas microbianas (TMA lipases), sendo rapidamente oxidada em TMAO pelas enzimas flavina mono-oxigenase no fígado, sofrendo liberação na circulação sanguínea.

A Dra. Vania Assaly palestrou sobre o tema: “Uma nova interação: O microbioma no desenvolvimento do câncer”.

Pesquisas recentes exploram, cada vez mais, a influência significativa do microbioma no desenvolvimento de uma série de doenças, inclusive, do câncer. A composição da microbiota intestinal é considerada um ponto central holístico na progressão da oncogênese, sendo que envolvimentos diretos e indiretos têm sido explanados em diferentes neoplasias, sobretudo, o câncer de colón retal, carcinoma hepatocelular e câncer de mama. O conhecimento específico do microbioma é vital à medida que a ciência avança na compreensão da associação entre micro-organismos intestinais e respostas imunológicas tanto na prevenção como na modulação dos tratamentos convencionais. A imunidade da mucosa intestinal interage (crosstalk) com o ambiente bacteriano, desse modo, determinando uma tolerância simbiótica capaz de selecionar bactérias saudáveis e combater as bactérias patogênicas.

O Dr. Bruno Zylbergeld palestrou sobre: “A comunicação oculta entre o cérebro e intestino”.

O trato gastrointestinal (TGI) possui cerca de 500 milhões de neurônios, sendo capaz de produzir hormônios e outros componentes essenciais para a homeostase corporal. Os hormônios intestinais são liberados por células enteroendócrinas, responsáveis pela sinalização e comunicação dentro do eixo, em resposta a nutrientes consumidos. Diferentes transtornos psiquiátricos, como depressão e ansiedade, e neurológicos, como doença de Parkinson e autismo, apresentam comorbidades gastrointestinais significativas. Estudos pré-clínicos demonstram a capacidade da microbiota probiótica na modulação de comportamentos e emoções, influenciando parâmetros associados à patogênese e gravidade da depressão.

A Dra. Karina Al Assal ministrou o tema:Resposta da microbiota e metaboloma à dieta”.

Quando em equilíbrio, a microbiota intestinal tem por objetivo agir na metabolização de fármacos e micronutrientes e na síntese de ácidos graxos, bem como fortalecer a imunidade por exemplo. Sua modulação é realizada, sobretudo, pelo padrão alimentar adotado, podendo proteger ou predispor o hospedeiro às doenças. Conforme inúmeros estudos apontam, o consumo de uma dieta à base de vegetais está intimamente relacionado à prevenção de doenças crônicas, além de interferir na saúde da microbiota intestinal, influenciando diretamente o metaboloma. A metabolômica consiste em uma ferramenta importante para o estudo da modulação da microbiota intestinal. Quando aplicada, ela permite: caracterizar moléculas produzidas por micro-organismos intestinais, investigar as vias metabólicas desses compostos e possibilitar o desenvolvimento de novos biomarcadores alinhados ao conceito da nutrição personalizada

A Dra. Carla Taddei tratou do tema: “A ciência do microbioma. Onde estamos e para onde vamos?”.

Nos últimos anos, o microbioma tem recebido atenção na literatura científica, pois cada vez mais se comprova sua relação direta com saúde e doença. As investigações sobre microrganismos intestinais se concentravam apenas em doenças infecciosas, contudo, os avanços da ciência apontaram que a microbiota saudável se associa significativamente com a prevenção de doenças crônicas e metabólicas. Uma grande escala de estudos relata que as mudanças na microbiota influenciam no desenvolvimento de obesidade, diabetes, doenças hepáticas e até mesmo desordens neurodegenerativas e câncer. Entre 2013 e 2017, o número de publicações com foco na microbiota representou cerca de quatro quintos do número total de trabalhos nos últimos 40 anos que apresentavam investigações sobre esse assunto. O trato gastrointestinal (TGI) é composto por uma população complexa e dinâmica de microrganismos, que desempenha funções na manutenção da homeostase imune e metabólica.

O Dr. Luciano Bruno abordou o tema: “Ritmo biológico e microbiota”.

A microbiota intestinal influencia na homeostase do ritmo biológico corporal, dado evidenciado por diferentes estudos. O metabolismo é adaptado a um ciclo circadiano, que sofre a regulação do relógio central do cérebro pelo núcleo supraquiasmático hipotalâmico, que, por sua vez, é responsável por sincronizar os relógios periféricos de todo o corpo. O sistema circadiano e a microbiota gastrointestinal apresentam um relacionamento bidirecional complexo, sendo que a alteração de um condiciona na alteração do outro. Um trabalho recente demonstrou que os micro-organismos no intestino se locomovem durante o dia, mudando sua posição no trato gatrointestinal. Dessa forma, alguns fatores podem ocasionar modificações no ritmo do microbioma, como o horário da ingestão alimentar e o tipo de alimento escolhido.

 

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